Como sua Liderança pode contribuir para a felicidade da sua equipe


Felicidade está em alta! Cada vez mais, essa é a demanda com maior apelo de quem busca uma nova oportunidade de trabalho, ou então quem começou a repensar o que realmente quer da vida.


Numa economia como a brasileira, onde há milhões de desempregados, ao mesmo tempo que há centenas de milhares de vagas de emprego abertas, sem candidatos que preencham os requisitos, percebemos o desequilíbrio entre demanda, oferta e oferta altamente qualificada. E para aqueles que cumprem os altos requisitos desse tipo de vaga, os recrutadores precisam conquistar essas pessoas. E somente altos salários e benefícios comuns não bastam. É preciso entregar algo que vá de encontro com o que os candidatos entendam como felicidade.


Eu sei, corremos o risco de entrar aqui naquela conversa profunda, longa e inconclusiva sobre "o que é felicidade". E por mais complexa que possa parecer a resposta, vou trazer a simplicidade das crianças. Outro dia, soube que numa roda de adultos, onde se discutia exatamente isso, a filha de alguém surgiu e sentou no colo da mãe. Então, depois que muito já havia sido dito pelos adultos, perguntaram a ela "E pra você pequenina, o que é felicidade?", ao que ela respondeu: "Felicidade é amor e carinho".


Eu sei... super meigo! Mas como traduzir isso para o mundo adulto e corporativo, de uma forma ética e moral, mas principalmente, possível? É isso o que vou fazer agora!


Amor


Primeiro, amor. Sim amor, se você é o líder, antes que qualquer pessoa, você deve amar seu trabalho, sua missão e as pessoas que são da sua equipe e que fazem parte do trabalho e te ajudam a cumprir sua missão, que tenho certeza que é tão grande que você não pode realizá-la sozinho. E o amor que falo aqui é o amor na prática, não só do sentimento, mas daquilo que você faz no dia a dia para demonstrar e validar esse amor.


No livro "O Monge e o Executivo", de James C. Hunter, muito se debate sobre o que é o amor e sua aplicação nas empresas. Entre muitas conversas, podemos resumir o amor a esses pontos, que são totalmente aplicáveis e possíveis de se exercer:


1) Paciência: entender que tudo tem seu tempo, que as pessoas tem seu tempo e que a perfeição que se espera, ou o alto desempenho de uma equipe, exige trabalho contínuo, atenção, e que haverá muitas falhas antes de começarem os acertos. A paciência vai te ajudar a manter a calma tanto quanto persistir para ajudar aqueles que estão se esforçando. E vai ditar a forma como todos vão se tratar;


2) Bondade: é uma característica importante numa equipe, vai fazer com que as pessoas tenham atitudes positivas, brincadeiras saudáveis e um clima agradável, que acaba contagiando a todos. O líder ser o primeiro a ter esse tipo de postura ajusta o tom para todos os demais e faz quem está fora, se sentir mal;


3) Humildade: é a capacidade de reconhecer não somente suas limitações, mas também suas capacidades e potencial. Vai te ajudar a perceber em si e nas pessoas a verdade a respeito de cada um, para poder delegar e cobrar de acordo, sabendo o que pode esperar, ao mesmo tempo te mostrando o que deve incentivar em cada um;


4) Respeito: ferramenta básica e fundamental. Respeito à fé, raça, gênero... brincadeira só é boa quando todos estão rindo. E educar e reprimir quem faz bullying ou faltando com o respeito com os outros, é importante para manter um ambiente saudável e as pessoas felizes, sabendo que podem ser quem realmente são;


5) Generosidade: doar mais! Mais tempo, mais atenção, mais paciência e acompanhar melhor as pessoas que estão em desenvolvimento ou em dificuldade, tanto quanto aquelas que estão indo muito bem e merecem reconhecimento e dedicação. Generosidade gera generosidade e as pessoas sabem que podem compartilhar que não vai faltar pra ninguém, transformando uma cultura de escassez em uma cultura de prosperidade;


6) Perdão: quem não erra? Só não erra quem não faz! E tão importante quanto descobrir de quem foi o erro, é entender porque o erro aconteceu. Muitas vezes, as pessoas precisam de um bode expiatório ou alguém para demitir quando há um grande problema, mas a verdade é que aqueles que aprendem com o erro se tornam valiosíssimos e deveriam ser mantidos. É importante gerar um ambiente psicologicamente seguro, onde as pessoas sintam que é ok falhar, comunicar a falha e pedir ajuda para reparar o que não está bem, tanto quanto aprender e ensinar sobre o erro, para ele não voltar a repetir. Pelo menos, não do mesmo jeito.


7) Honestidade: não prometer o que não pode cumprir e fazer o necessário para cumprir o que prometeu. Tem líder que promete promoção, férias, aumento, sem saber se pode cumprir, E na hora de honrar o compromisso, quando não pode, dá de ombros, finge que não é com ele. Está errado! Se naquele momento não puder cumprir o prometido, converse, se explique e ache uma forma de compensar pelo acordo que não conseguiu honrar. As pessoas valorizam quem honra seus compromissos, mas também aqueles que dão um jeito de compensar aquilo que não podem fazer.