• Paulo Bomfim

Sessão Liderança com Pipoca - O Homem que Mudou o Jogo

Atualizado: 11 de Set de 2020


Nossa primeira "Sessão Liderança com Pipoca" se chamava inicialmente "Sessão Liderança Inovadora". Mas com pipoca fica mais legal, né?

Enfim, no nosso primeiro "Liderança com Pipoca", assistimos ao filme "O Homem que Mudou o Jogo", com Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Seymour Hoffman. Baseado em fatos reais, o time conta a trajetória de Billy Baenes, gerente geral do time de baseball Oakland Athletics, que tem que trabalhar com recursos limitados contra times com orçamentos muito maiores que o seu, cansado de perder e sem perspectiva de ganhar jogando da mesma forma, ele acredita que pode mudar a situação apostando numa nova abordagem de contratação de talentos e formação de times, baseado em números, contrariando a secular indústria dos olheiros de baseball.

O objetivo dessa primeira sessão foi não só indicar um ótimo filme, mas assistir junto, comendo uma pipoca e ao final, trocar ideias, comentar o que se pode aprender com o filme para se levar para o cotidiano, ouvindo pontos de vista diferentes.

Eis aqui o vídeo de toda a conversa que tivemos nesse dia, editada pra você acompanhar o que rolou.


Sobre o Filme

  • Título original: Moneyball ;

  • Ano de lançamento – 2011;

  • Diretor: Bennet Miller

  • Estralado por: Brad Pitt (como Billy Beane, gerente geral do Oakland Athletics), Jonah Hill (como Peter Brand, assistente do Billy) e Philip Seymour Hoffman (como Art Howe, técnico do A’s);

  • Baseado no livro: Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game (Bola de dinheiro: a arte de vencer um jogo injusto), de Michael Lewis;

  • Conta a história de Billy Beane, gerente geral do time de baseball Oakland Athletics, que em 2002, após perder a final do campeonato para o NY Yankees no ano anterior. Vendo que teria que repetir a mesma estratégia dos anos anteriores e que acabaria levando ele para a derrota e perda de talentos para times maiores, decide apostar numa estratégia inovadora, que permitiria ter um time altamente competitivo com um orçamento mínimo, utilizando estatísticas para fazer recrutamento, ao invés do conselho de olheiros que faziam o trabalho há 150 anos.

Insights

  • Disputa de gigantes: NY Yankees, com orçamento de US$115 milhões contra Oakland A’s com US$38 milhões;

  • O time joga bem, bons jogadores, mas não é páreo para os grandes;

  • Perda de talentos – ao final do ano, os times grandes compram os bons jogadores do Oakland;

  • O gerente do time quer ganhar, mas não tem apoio do dono do time, que não quer investir;

  • Na reunião com os olheiros, fica claro que eles não entendem qual é o problema do time;

  • Frases marcantes dessa reunião: “Temos que pensar diferente”, “Não podemos jogar como os Yankees”;

  • Aprendendo a dispensar alguém educadamente: na reunião com o gerente do Cleaveland Indians, que não quer falar com o Billy, ele diz “Billy, não quero desperdiçar seu tempo, pode ir direto ao assunto!”

  • Quando Billy vai falar pela primeira vez com o Peter Brand, que fala pra ele sobre a teoria, ele pergunta: “O que você faz?”. O Billy diz o nome, o cargo, a função dele na empresa, mas demora pra entender o que o Billy queria dizer com aquilo;

  • Nesse primeiro contato do Billy com o Peter, ele percebe que o Peter está desconfortável em responder pra ele, porque está no meio das pessoas que trabalha. Às vezes, as pessoas não respondem por estarem desconfortáveis com o lugar que falam;

  • Uma grande sacada do Peter: “Times pensam em usar o dinheiro para comprar jogadores, quando deveriam pensar em como comprar vitórias”;


  • Para o Peter, os especialistas do jogo não entendem de verdade o que gera resultados, por isso tem tantos preconceitos com jogadores que consideram ruins;

  • O Billy foi até o Cleaveland contratar jogadores e acabou contratando um economista que ninguém dava atenção;

  • Quando o Billy vê o painel que o Peter montou e não entendeu o que havia ali, teve humildade de pedir: “Me expica seu painel” – essa é uma atitude de líder inovador;

  • O Peter mostrou que as avaliações dos jogadores eram enviesadas – olheiros falavam do jeito como os jogadores arremessavam, andavam ou seguravam o bastão, mas não olhavam o que os números daqueles jogadores mostravam;

  • Pessoas estigmatizadas por esses olheiros tinham seus preços baixos, o que permitiu que montassem um ótimo time de baixo orçamento;

  • O Billy mostra sua capacidade de aguentar pressão de vários lados ao longo do filme, inclusive quando o técnico decide pressionar pelo contrato;

  • Ao mostrar quem seriam as contratações para os olheiros, o argumento para justificar qualquer uma delas era: porque eles fazem pontos! – contra resultados não há argumentos;

  • Vida pessoal: quando Billy vai buscar a filha na casa da ex, o marido da ex fala só coisas ruins do time. Billy ouve e não se abala. Quando o marido tenta se meter num assunto da educação da filha, ele não se irrita nem briga, apenas diz: “esse é um assunto para os pais conversarem” – atitude de Estadista!;

  • Quando Billy vai comprar um violão para a filha, ela diz que fez uma música. Ele pede para ela tocar, mas ela fica tímida. Ele não pressiona, só diz com amor: “você mostraria para o seu pai?” – e ela toca. Isso é inspirar;


  • Quando o filme mostra a época que o Billy começou a jogar como profissional, ele não conseguia marcar pontos. Os olheiros diziam: “ele precisa ganhar pra ter confiança”. Quando o técnico não quer colocar o Hatte na primeira base, o argumento era: “ele não tem confiança”, ao que Billy diz: “então vocês dão a ele essa confiança e ele vai vencer”. Billy sabia que a confiança vem primeiro, as vitórias vem depois;

  • Nos primeiros jogos, os repórteres são venenosos, assim como muita gente é. É importante se blindar da negatividade;

  • O Billy e o técnico, Art, começam a ter conflitos, porque o Art não monta o time como o Billy orienta. O Billy se desculpa, dizendo que deveria ter participado ele do esquema;

  • Como o time não estava na ordem certa, ele perdia. A imprensa aproveitou para culpar o Billy, por fazer algo não convencional e dizer que o técnico, Art, era vítima disso;

  • Billy pressiona o Artie para mexer no time como ele quer, mas Artie deixa claro que quem faz a coisa acontecer dentro do campo é ele. Começa um braço de ferro entre os dois e o time segue perdendo;

  • O técnico entra numa disputa de ego: prefere fazer o que quer, mesmo que isso leve à derrota, do que tentar algo novo, que pode levar à vitória, somente para contrariar o Billy – cuidado se você estiver fazendo algo parecido!

  • Mesmo quando a pressão aumenta no trabalho, Billy não deixa de ser doce com a filha. Quando ela o visita, ele cuida dela e a tranquiliza sempre: não é problema dela o que se passa no trabalho dele;

  • Billy envolve o Peter nas negociações com jogadores e pede também que ele aprenda a demitir e ensina ele a fazer isso: “Seja direto, somente comunique fatos, eles são profissionais e vão entender.”;


  • O dono do time cobra de Billy os resultados. Ele leva Pete pra reunião, para ele entender a pressão que recebe. E os dois juntos mostram que a estratégia funcionará, 100% de certeza. Essa reunião fortalece o vínculo dos dois;

  • Depois de mais uma derrota, Billy passa pelo vestiário e os jogadores estavam dançando e rindo. Ele põe ordem e mostra que eles não valorizam o time. A derrota é amarga, devemos aprender com ela, mas não tem lugar pra risos;

  • O Billy não tem controle sobre o que acontece dentro do campo, mas tem sobre o que acontece fora: ele começa a demitir e trocar os jogadores que o Art gosta, pra força-lo a fazer o que quer. A estratégia funciona;

  • Numa das negociações de jogadores, assim que o gerente do outro time concorda com o Billy, ele agradece e desliga quase na cara do outro. Ele explica ao Pete: “quando conseguir o que quer, desligue!”

  • Billy começa a explicar ao time o que estão fazendo e o que esperam de cada um. Com a estratégia melhor compreendida, os jogadores engajam mais e tem mais confiança;

  • O jogador mais experiente ainda estava desconfiado. Billy conversa com ele e fala a real: ele não tinha chance em outros times e teve aqui. O que Billy esperava dele era que ele desse dicas e ajudasse os outros no que precisassem, que assumisse a liderança dentro do campo;

  • Quando o Oakland começa a ganhar vários jogos na sequência, os repórteres dizem “isso é mérito do técnico!”. Peter vira para o Billy e diz: “você ouviu isso? Disseram que o mérito é do Artie!”, ao que Billy diz “O que eu ouvi foi: 7 vitórias na sequencia!”. Para Billy, o que importava era a vitória do time;

  • Quando tentam negociar um jogador que queriam, eles fazem uma senhora armação para conseguir – isso é persistência;


  • Quando Billy precisa dispensar um jogador, ele senta, olha no olho, agradece e demonstra empatia. Ele sabe que vai ser difícil para o jogador que vai sair, mas faz o que precisa fazer para o bem do time;

  • Billy tem um insight poderoso quando eles quase perdem um jogo de virada. Ele percebe nitidamente: a vitória não está garantida. E quando perderem, não vão reconhecer as vitórias, mas vão dizer que a derrota é porque eles fizeram algo diferente do tradicional. E é exatamente isso que acontece;

  • Porém, para ele que antes estava com um foco enorme em vencer o campeonato, percebeu que a vitória dele, de verdade, seria outra: mudar o jogo! Mudar a forma como as pessoas viam o jogo, a forma de contratar, avaliar e financiar times, para que pequenos também tenham chance de vencer;

  • A comprovação que ele consegue isso é a proposta que o Boston Red Sox faz a ele, para ser o gerente mais bem pago do baseball. Ele recusa, pois tem um sonho de tornar o Oaklands campeão;

  • O dono do Red Sox diz a ele: “cada vitória do NY Yankess custou US$1,4 milhão: cada vitória de vocês custou US$234 mil; quem não estiver seguindo seu modelo, vai ser um dinossauro!”;

  • A comprovação de que o modelo funcionava é que, após implantar isso, dois anos depois o Red Sox ganhou a liga mundial usando o modelo do Oakland;

E você? Quais foram seus insights do filme? Ou quais insights você teve sobre os insights que leu aqui? O que mais te chamou a atenção? Deixa seus comentários, vamos aproveitar ao máximo!


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Se você preferir ouvir o podcast com esse episódio, é só clicar aqui: https://open.spotify.com/episode/7AtQ80xm1BuZE13VK8tJrl


Também foi criado um e-book especial desta nossa sessão, com os insights que rolaram e vários links também. Para baixar uma cópia, basta clicar aqui.


E aí? O que acha da ideia de se juntar a uma turma de pessoas que gostam de ver um bom filme e trocar ideias construtivas a respeito? Se quiser participar da próxima Sessão Liderança com Pipoca, se inscreva clicando aqui! Vai ser ótimo ter você com a gente!

Um grande abraço e até lá!

Paulo Bomfim